A nossa maneira de cultivar e produzir ervas medicinais

Um pacote de chá traz bem mais que as ervas contidas ali: ele traz toda uma história, que começa já no momento do plantio. A maneira como as plantas são cultivadas e produzidas faz parte do processo curativo das ervas medicinais.

Para que você conheça um pouco mais sobre o que vem junto no pacote de ervas da Botica da Morgana, hoje vamos falar sobre o nosso processo de plantio, colheita e processamento de plantas medicinais, e dos cuidados que são importantes para preservar a qualidade das ervas.

Os cuidados que tomamos vão além do propósito de garantir a qualidade das ervas – consideramos também a energia vibracional que a planta carrega, que é essencial quando se trata de destiná-la a um fim terapêutico.

Aqui em nosso jardim fitoterápico, as ervas recebem o tratamento digno de um Ser vivo; elas são seres sencientes, e refletem no exterior (aparência e aroma) toda a energia que proporcionada a elas.

cultivar produzir

A terra que as alimenta vem de nossa composteira, que é abastecida com cascas, sementes e talos de frutas e verduras orgânicas, e também com pó de café, o que garante vários dos nutrientes necessários para o crescimento saudável da planta.

A água vem da mina que brota no terreno, e é livre de aditivos químicos, prejudiciais se ingeridos em excesso, como o flúor, que está presente nas águas “tratadas”.

 

Plantio

O plantio é feito com sementes ou mudas orgânicas, e seguimos as indicações astrológicas do Calendário Biodinâmico (saiba mais aqui ), para escolher o melhor momento para plantio, de acordo com o tipo de planta.

A não utilização de fertilizantes artificiais e agrotóxicos é um cuidado ESSENCIAL, baseado no respeito e na consciência ecológica. Não faz sentido utilizar veneno em um ser vivo, e menos ainda quando esse ser é fonte de alimento e/ou cura. Sem falar que o veneno é totalmente desnecessário, já que as plantas produzem óleos essenciais, que, dentre suas várias funções, servem para afastar insetos e predadores. É a sua defesa natural, e quando, por algum motivo, a planta não produz óleo essencial suficiente, é possível utilizar óleos extraídos de outras plantas. O Cravo e a Melaleuca são um exemplo: os óleos essenciais dessa plantas, quando diluídos nas proporções adequadas, podem atuar como repelente natural e também como tratamento para plantas que estão contaminadas por fungos.

Os óleos essenciais também são utilizados no nosso processo de cultivo para promover a revitalização de raízes, folhas e flores, com sinergias fornecidas pela Laszlo aromaterapia. Sinergias são misturas de ervas ou óleos, com propriedades que se complementam, para finalidade terapêutica. Estas sinergias são baseadas nas experiências do biólogo Dietrich Gümbel. Se quiser saber mais sobre esse estudo aromático e melódico, procure pelo livro “Vibração: essência da criação / música da vida”, publicado pela Editora Laszlo.

Colheita Mirra
Colheita de flores de Mirra (Tetradenia riparia)

 

Colheita

A colheita é feita preferencialmente nas Luas minguante e nova, seguindo a sabedoria ancestral e os conselhos do meu pai e de meu avô, e as dicas da agricultura biodinâmica.

A parte da planta que será colhida (raiz, folha ou flor) interfere na escolha de quando fazer a colheita. Esse momento, principalmente, é bem ritualístico e respeitoso, pois estamos retirando partes da planta. É preciso fazer isso com cuidado, para não danificá-la, e em envolvimento com essa energia de cura que define o trabalho com as alquimias terapêuticas.

Quando colhemos raízes, a planta é retirada completamente do solo e, então, uma parte dela é replantada, como é o caso da cúrcuma, da zedoária e do gengibre. Assim, o ciclo de vida prossegue.

cultivar produzir II

 

Processamento

Nesta etapa, são separadas as folhas dos galhos e é feita a limpeza das ervas e também o fracionamento, quando necessário (é o caso de rizomas, caule e folhas grandes).

Depois, as plantas são levadas para a secagem. Permanecerão por um tempo na estufa de desumidificação, para a retirada da água, sem presença de calor e luz, preservando todos os seus ativos terapêuticos. O tempo em que ficarão na estufa é variável de acordo com a quantidade de água que a planta tem armazenada.

cultivar produzir III

 

Armazenamento

Após a secagem, chega a hora de serem armazenadas. É preciso muita atenção e cuidado nesta etapa, pois uma armazenagem incorreta pode tornar a erva seca propícia à contaminação por fungos, ou gerar a perda de seus princípios ativos (os ativos que têm ação medicinal).

Nós as armazenamos em frascos de vidro em um armário escuro, identificadas com rótulos (nome científico, nome popular, data de colheita e data de validade), e por ali irão ficar protegidas até o momento da manipulação do extrato para chá, banho ou cosmético.

 

Embalagem

Uma parte de nossa produção é destinada para sinergias de chás e banhos. Acondicionamos essas sinergias em embalagens feitas de papel escuro, com fecho em ziplock. É a embalagem mais sustentável e apropriada que encontramos. Ela consegue preservar a planta da exposição à luz e umidade.

cultivar produzir IV

 

Seguimos todas as boas práticas de cultivo, manejo e fabricação, indicadas para a preparação de chás medicinais. Algumas destas práticas (principalmente as utilizadas em laboratório) já começaram a ser estudadas desde a época da faculdade de Farmácia e foram complementadas pelo estudo de práticas da agricultura e pela experiência do convívio com familiares que cultivam plantas.

Na foto abaixo há uma sinergia que fizemos, com ervas cultivadas e processadas por nós, é possível ver a cor vibrante que foi mantida, devido aos cuidados corretos. Além da cor, estão preservados o aroma e as propriedades terapêuticas das plantas. Isto é resultado de um trabalho orientado pelo cuidado e respeito com o Ser vivo e senciente que é uma planta, a qual retribui colocando-se à disposição para a produção de alquimias de cura.

 

Chá imunoestimulante
Sinergia imunoestimulante Botica da Morgana.

 

 

2 comentários

  1. […] Escrevi sobre a nossa maneira de cultivar as plantas aqui na Botica, e quais fatores podem interferir na qualidade delas, nesse link. […]

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  2. […] O processo de secagem da planta também interfere na perda de cor, aroma e ativos. Se for informado no rótulo o tipo de secagem pela qual a planta passou, isso também ajudará a saber se a amostra tem boa qualidade. As plantas não devem ser secadas ao sol ou em temperaturas altas. Aqui no fitolab, elas são secas em um processo de desumidificação sem fonte de calor. Há mais informações sobre secagem no post anterior. […]

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